7ª FestLeite – 1º Simpósio Sul-Americano da Cultura da Noz-Pecã e 5º Seminário atingem objetivos

Data - 25 de abril de 2018 / Autor - Patrícia / Categoria - Notícias - 7ª Festleite

Com a presença de cerca de 800 pessoas, com 462 inscrições antecipadas, ocorreu nos dias 24 e 25 de abril de 2018, o 1º Simpósio Sul-Americano da Cultura da Noz-Pecã e 5º Seminário da Cultura da Noz-Pecã, como parte da programação da 7ª FestLeite, em Anta Gorda, na Sociedade Cultural e Recreativa Carlos Gomes. Teve a participação de comitivas de 93 municípios do Rio Grande do Sul, 28 municípios de Santa Catarina e outros 13 municípios do Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal.

O evento contou com a presença de autoridades locais, como o prefeito Celso Casagrande, o Presidente do Legislativo Cláudio Moraes, o Presidente da 7ª FestLeite Vanderlei Moresco, as Soberanas, Coordenador Geral do Simpósio Júlio Medeiros, autoridades representante do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), Câmaras Setoriais, Universidades, representante da Emater/RS-Ascar, Carlos Augusto Carlos Lagemann, além de engenheiros agrônomos da Argentina e Uruguai.

O evento foi a oportunidade para que agricultores, técnicos, pesquisadores, estudantes e outros interessados na área pudessem ter o contato com as novidades e tecnologias para melhoria da produção e da qualidade do noz-pecã, além de obter informações das ações da Câmara Setorial da Noz-Pecã e Programa Pró-Pecã/RS e trocar informações sobre temas como:

 

✔️ Fertilidade e Adubação para Nogueira-Pecã;
✔️ Práticas de Colheita e Pós-colheita para Qualidade de Frutos;
✔️ Manejo de Doenças Ocorrentes em Nogueira-Pecã;
✔️ Visão de Mercado para Noz-Pecã;
✔️ Planejamento, Implantação e Condução de Pomares no Rio Grande do Sul;
✔️ Registro de Produtos Agroquímicos para Nogueira-Pecã;
✔️ Ações da Câmara Setorial da Noz-Pecã e Programa PRÓ-PECÃ/RS;
✔️ Cenário da Noz-Pecã: Pesquisa, Produção e Mercado.

 

O Cenário da Noz-Pecã foi abordado pelos engenheiros agrônomos do INTA Castelar da Argentina, Enrique Frusso, da INIA Las Brujas do Uruguai, Roberto José Zoppolo e da Embrapa Clima Temperado, Carlos Roberto Martins. Afirmam que o setor depende de organização, de produtividade com investimento e de qualidade daquilo que é cultivado, entre outros, para que possa se fortalecer.

“O presidente da 7º FestLeite, Vanderlei Moresco, destaca a magnitude do evento e lembra que é a primeira vez que isso acontece em território nacional: “este é um marco para a cadeia produtiva de Noz-Pecã de Anta Gorda e também do Mercosul”. Os simpósios contam com a presença de palestrantes uruguaios e argentinos, e com o apoio do Ministério da Agricultura, EMATER e Governo do Estado.”

A cidade, nos anos de 1970, possuía aproximação com a produção da noz pecã. Vanderlei conta que esta é uma relação histórica e cultural, pois muitas famílias antagordenses possuem pelo menos um pé do fruto. Foi em Anta Gorda onde se plantou o primeiro pé de noz-pecã do Estado. Há também a ligação com a economia, pois o plantio representa muito para a economia da cidade.” [https://dial.news/encerramento-do-seminario-internacional-da-noz-peca-marca-a-abertura-oficial-do-cultivo-do-fruto-no-estado/]

Na década de 70, Anta Gorda ostentou o título de capital nacional da nogueira pecã. O primeiro prefeito da cidade, Arminho Miotto, introduziu o cultivo, acreditando ser uma alternativa de renda aos produtores. Conforme registros da história, ele foi o primeiro incentivador da cultura no estado. Anos depois, doenças começaram a atingir as nogueiras, fazendo com que os antagordenses deixassem de lado a produção. Nos últimos anos, os plantios foram retomados, embasados em variedades mais produtivas e resistentes, e a Noz-Pecã voltou a ser evidência no município de Anta Gorda.

O Rio Grande do Sul é o maior produtor de Noz-Pecã do Brasil, sendo que, Anta Gorda é o município com maior número de famílias que cultivam a fruta. Com o aumento da produção de nozes e da produção de leite, Anta Gorda criou a sua vitrine, e lançou em 2006 a primeira edição da FestLeite, que acontece a cada dois anos.